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Web.br 2017: Ceweb.br lança portal de boas práticas para vídeos 360º

Programação do evento segue na quarta-feira (25) com debates sobre inteligência artificial e realidade virtual, entre outros temas

publicado: 25/10/2017 10h42 última modificação: 25/10/2017 10h42

Como deve ser o processo de gravação de conteúdos em 360º para criar uma experiência imersiva? O Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), reúne orientações gerais sobre o tema em um portal de boas práticas (http://labweb.ceweb.br/360/) lançado nessa terça-feira (24) durante um dos workshops da Conferência Web.br 2017. Principal encontro brasileiro de debates sobre o ecossistema Web, o evento promoveu, neste primeiro dia, discussões aprofundadas sobre temas diversos como tele-existência, realidade virtual multissensorial, impactos e rupturas da Internet e da Web.

Projeto de pesquisa e experimentação de vídeo 360º do Ceweb.br, o portal de boas práticas detalha itens como a duração e transição das cenas, movimento da câmera e qualidade da imagem. "São melhores práticas para profissionais na área de jornalismo, entretenimento, educação, entre tantos outros que já trabalham com vídeos nesse formato ou que estão buscando ferramentas para se aproximar e se conectar com outras pessoas. Por meio de vídeos 360º é possível criar experiências imersivas extraordinárias que provocam emoções e empatia sobre os mais variados assuntos", explica Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br.

Documentários experimentais gravados em Mumbai (Índia) e em Tóquio (Japão) pelos pesquisadores Diogo Cortiz e Newton Calegari, do Ceweb.br, também estão disponíveis no portal – outras gravações serão disponibilizadas em breve. O projeto inclui ainda um player em formato aberto e orientações de como utilizá-lo para reprodução de conteúdos em 360º direto numa página Web, sem necessidade de plug-ins de terceiros. A investigação de critérios e coleta de evidências para fornecer boas práticas e aprimorar iniciativas não só de vídeo 360º, mas também de realidade virtual serão ainda contempladas pelo projeto do Ceweb.br.

Evolução, impactos e rupturas

A evolução da Web foi destacada por Vagner Diniz, na abertura da Conferência Web.br 2017, evento realizado pelo Ceweb.br, do NIC.br, com o apoio do Escritório Brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil). "Nossa missão é trazer para o debate aquilo que vai acontecer com a Web no futuro. A Web não se limita mais às telas e se expande para além delas. O NIC.br tem participado ativamente de grupos de trabalho com a presença de grandes empresas de tecnologia e renomadas universidades, contribuindo com padrões do W3C para tecnologias emergentes que serão aceitas, adotadas e consagradas pelo mercado e pelos usuários", aponta Diniz.

Ainda na abertura, Hartmut Glaser, secretário executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), também enfatizou o caráter colaborativo da Web. "Há mais de 20 anos, a Web é construída por várias mãos – empresários, ativistas, academia, governos, usuários. É uma ferramenta essencial para o desenvolvimento social, deve ser transversal, usada em todos os níveis e nas mais diversas atividades. A Web dá um toque mais humano, traz vida e conteúdo à Internet e, por seu caráter coletivo, precisa da ajuda de todos", destacou, lembrando ainda os princípios para a governança e uso da Internet do CGI.br, entre eles, a liberdade, privacidade e direitos humanos; governança democrática e colaborativa; universalidade; diversidade; padronização e interoperabilidade.

O decálogo de princípios do CGI.br também foi lembrado por Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e um dos keynotes speakers da Conferência. "A neutralidade dos protocolos, agnósticos em relação ao conteúdo dos pacotes, e a livre inovação são características da Internet. Qualquer abordagem de regulação deve levar em conta esses critérios", ressaltou. Getschko comentou os impactos e rupturas da Internet em modelos de criação de padrões, modelos econômicos, na produção e disseminação de informação, em formas de poder e controle, interfaces com governo e dados abertos, além da revisão da legislação local. Ele também comentou os desafios para o futuro da rede. "Estamos perdendo o protagonismo da cena? Com a emergência da comunicação direta entre objetos (coisas), estaremos contemplando o fim do antropocentrismo e o início do ontocentrismo?", questionou.

Imersão e Transcendência

Sob o tema "Imersão e Transcendência", a programação da Conferência Web.br 2017 trouxe ainda, neste primeiro dia, as apresentações dos keynotes speakers Charith Fernando, professor da Universidade Keio, em Tóquio (Japão), especialista em robótica, realidade virtual e sistemas embarcados, e Grace Boyle, diretora do The Feelies, agência de produção de conteúdo de realidade virtual multissensorial.

As tendências da robótica industrial e o futuro da tele-existência marcaram a participação de Fernando, que analisou o mercado global de robôs. "O controle de robôs por meio da Internet pode envolver experiências completamente automatizadas, com recursos de inteligência artificial e machine learning, o controle remoto com o uso de joystick e teclado, ou por meio da tele-existência, experiência em que humanos não só controlam, mas podem sentir o que robôs tocam e visualizam", explicou. Aplicações reais de tele-existência em equipamentos de construção civil foram detalhadas por Fernando, que trouxe ainda os desafios da área - entre eles, como operar robôs de forma satisfatória considerando a latência entre equipamentos.

Tema correlato, a realidade virtual multissensorial foi analisada por Grace Boyle, que apresentou como escrever, gravar e desempenhar histórias multissensoriais. "Recursos sensoriais podem aumentar a nossa habilidade de sentir empatia, uma vez que os sentidos podem trazer diferentes mensagens para a percepção das pessoas. O toque é importante para nos sentirmos próximos, já o cheiro está associado à memória". Boyle detalhou o projeto Munduruku, uma experiência imersiva que usa realidade virtual multissensorial para contar a história de povos indígenas no Amazonas e sua luta por demarcação de terras.

Programação

O primeiro dia de evento contou ainda com debates, workshops e mesas redondas sobre assuntos como fakenewsblockchain, programação segura para Web, performance de renderização e execução na Web, entre outros. A programação da nona edição da Conferência Web.br 2017 segue nesta quarta-feira (25) com palestras sobre imersão, interação e inclusão, inteligência artificial e a realidade virtual, equilíbrio de gênero na tecnologia, além de experimentos sobre Internet das Coisas, boas práticas para dados na Web, proteção aos dados pessoais e modelos criativos para o planejamento de experiências de imersão em games. Acesse a programação completa: http://conferenciaweb.w3c.br/.

Sobre o Ceweb.br

O Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br), do NIC.br, tem como missão disseminar e promover o uso de tecnologias abertas na Web, fomentar e impulsionar a sua evolução no Brasil por meio de estudos, pesquisas e experimentações de novas tecnologias. No escopo de atividades desenvolvidas pelo Centro, destacam-se o estímulo às discussões sobre o ecossistema da Web e a preparação de subsídios técnicos à elaboração de políticas públicas que fomentem esse ecossistema como meio de inovação social e prestação de serviços. Mais informações em http://www.ceweb.br/. 

Sobre o Escritório Brasileiro do W3C

Por deliberação do CGI.br, o NIC.br agrega as atividades do escritório do W3C no Brasil - o primeiro na América do Sul. O W3C é um consórcio internacional que tem como missão conduzir a Web ao seu potencial máximo, criando padrões e diretrizes que garantam sua evolução permanente. Mais de 80 padrões foram já publicados, entre eles HTML, XML, XHTML e CSS. O W3C no Brasil reforça os objetivos globais de uma Web para todos, em qualquer dispositivo, baseada no conhecimento, com segurança e responsabilidade. Mais informações em: http://www.w3c.br/.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, de direito privado e sem fins de lucro, que além de implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil, tem entre suas atribuições: coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (http://www.cetic.br/), implementar e operar os Pontos de Troca de Tráfego — IX.br (http://ix.br/), viabilizar a participação da comunidade brasileira no desenvolvimento global da Web e subsidiar a formulação de políticas públicas — Ceweb.br (http://www.ceweb.br), e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.

Fonte: http://www.nic.br/