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W3C Brasil lança 2º fascículo da Cartilha de Acessibilidade na Web

Publicação explica benefícios, legislação e diretrizes para sítios mais acessíveis

publicado: 21/06/2016 15h12 última modificação: 21/06/2016 15h12

O escritório brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil), iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lança nova publicação, voltada aos benefícios, legislação e diretrizes de Acessibilidade na Web, em parceria com Ministério Público do Estado de São Paulo.

Divulgado durante o CONIP - Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública, em São Paulo, o segundo fascículo da Cartilha de Acessibilidade na Web foi desenvolvido com o apoio do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do NIC.br e detalha como as empresas se beneficiam ao eliminar as barreiras de acesso aos sítios Web e o impacto direto para a inclusão, igualdade e autonomia de todos os cidadãos. A publicação está disponível para download em: http://www.w3c.br/Materiais/PublicacoesW3C.

“Ao investir em sítios acessíveis, as empresas não só melhoram a imagem perante o público, mas alcançam efeitos práticos como o crescimento do número de visitantes do sítio, maior facilidade de manutenção das páginas Web, entre outras vantagens que são listadas no fascículo. A publicação também reforça que o acesso à informação e à comunicação é um direito protegido por lei. Daí a importância de discutir o tema, conscientizar e fornecer instrumentos informativos como a Cartilha que também aponta para documentos técnicos para tornar o sítio acessível”, destaca Reinaldo Ferraz, especialista em desenvolvimento Web do W3C Brasil, que apresentou, em palestra no CONIP, o conteúdo do novo fascículo.

Benefícios

A Cartilha destaca principalmente os benefícios de um sítio Web acessível para empresas e pessoas. A fidelização de usuários e clientes é outro aspecto que deve ser considerado pelas empresas, uma vez que pessoas com deficiência tendem a se tornar clientes fiéis e visitantes assíduos dos sítios que oferecem facilidade de acesso. Segundo dados do IBGE, 23,9% da população brasileira (mais de 45 milhões) declaram ter alguma deficiência, 11% (cerca de 20 milhões) são idosos, e os analfabetos funcionais totalizam 20,4% da população acima de 15 anos. O aumento da interoperabilidade e da visibilidade do sítio pelos sistemas de busca e as vantagens competitivas são outras questões detalhadas no fascículo.

Legislação e Diretrizes

Para garantir que todos os cidadãos tenham acesso às informações, os sítios Web devem implementar melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente, como prevê a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, uma das legislações que promovem a acessibilidade na Web. Cada uma das diretrizes técnicas destinadas aos programadores, designers, webwriters, entre outros profissionais envolvidos na concepção, arquitetura, design, desenvolvimento e testes de sítios Web é apresentada no fascículo do W3C Brasil, que também orienta sobre o que fazer quando usuários encontram barreiras de acesso nos sítios Web.

Próximos fascículos

O tema da acessibilidade na Web e as principais barreiras encontradas foram tratados no primeiro fascículo da Cartilha. Os próximos fascículos vão abordar assuntos que incluem o público alvo desse tipo de iniciativa, recomendações de como tornar o conteúdo Web acessível, como mensurar a acessibilidade, resultados e referências. Todo conteúdo publicado é debatido e validado pelo Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web (GT Acessibilidade na Web) do W3C Brasil, formado por 120 participantes, entre especialistas em acessibilidade e pessoas com deficiências.

Fonte: Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br.