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Pregões Eletrônicos geram economia de R$ 2,13 bilhões para o Governo Federal

publicado: 22/07/2011 11h54 última modificação: 20/04/2016 09h48

Brasília, 22/7/2011 - Ao optar pela modalidade pregão eletrônico nas compras e contratações de bens e serviços comuns no primeiro semestre deste ano, o Governo Federal deixou de gastar R$ 2,13 bilhões, resultado da diferença entre o valor dos produtos no mercado e o efetivamente pago pelos cofres públicos no fechamento das licitações. Isso corresponde a uma economia de 21% nos últimos seis meses, ou 2% a mais que a registrada no mesmo período de 2010, quando o ganho chegou a R$ 1,8 bilhões.

O levantamento, que acaba de ser concluído pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), mostra que, para alcançar essa redução nos preços os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional, foram realizados 10.989 pregoes, com desembolso total de R$ 7,98 bilhões e participação de 23.856 fornecedores de todo país. Desses, 7.565 venceram as disputas e finalizaram o processo de vendas com o governo.

Tirando as dispensas de licitação, a modalidade eletrônica já é responsável por 91% de todos os contratos firmados entre o Poder Executivo federal e terceiros nos últimos 11 anos. Os pregões são realizados por meio do portal Comprasnet. Atualmente, cerca de 2.209 unidades públicas da esfera federal e 5.800 pregoeiros em todo o país fazem uso dessa ferramenta.

Para o secretário Delfino de Souza, além do ganho para o Estado, este modelo de compras alterou significativamente o sentido das aquisições governamentais, trazendo mais agilidade e transparência em todas as fases do certame e atraindo um maior número de vendedores. “A tendência é que o pregão seja cada vez mais utilizado, como recomenda as práticas modernas de governança”, prevê ele, explicando que esse mecanismo reduz custos operacionais, amplia as formas de fiscalização do dinheiro público e possibilita melhores compras.

De janeiro a junho deste ano, os materiais mais adquiridos por este meio, em termos de valores, foram os do grupo equipamentos e artigos para uso médico, dentário e veterinário, que corresponde a 23,8%, ou R$ 1,38 bilhões do valor total das aquisições. Já na prestação de mão-de-obra, os maiores investimentos foram destinados a atividades de serviços de suporte, ou 14,5% (R$ 311 milhões) das contratações.

Sustentáveis – No mesmo ritmo de crescimento, a opção pelas compras sustentáveis, também chamadas de licitações verdes, ganha cada vez mais espaço nas negociações. Só no primeiro semestre de 2011 foram fechados 88.024 mil processos de aquisição, movimentando recursos da ordem de R$ 2,37 milhões. Esse montante é 8,53% maior do que o computado em igual período de 2010.

A lista de produtos ecologicamente corretos inclui papel reciclável, “computadores verdes”, equipamentos produzidos com madeira certificada, transportes movidos à energia mais limpa, alimentos orgânicos e sistemas de ar condicionado tecnologicamente evoluídos. Os órgãos federais que mais firmaram contratos com esse tipo de mercadoria nos últimos dois anos foram o Ministério da Educação (163), o Ministério da Defesa (105) e o Ministério do Meio Ambiente (48).