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Planejamento e Ministério Público Federal debatem segurança, ética e cidadania na internet com educadores

publicado: 01/04/2016 01h00 última modificação: 20/04/2016 10h55

Contribuir para o uso seguro, consciente e responsável da internet, promovendo a cidadania no mundo digital foi tema principal do debate na sede da Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira (31). A abertura do encontro reuniu educadores, pesquisadores, servidores e interessados na promoção de um ambiente ético e seguro no mundo virtual.

O secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Cristiano Heckert, chamou atenção para pesquisa divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) em 2015. "Estamos em um mundo cada vez mais digital, o acesso é ainda mais intenso entre jovens. Setenta e sete por cento na faixa de 10 a 17 anos são usuários na internet", contou. Com foco neste público, Heckert reforçou aos educadores sobre a importância e responsabilidade da governança digital.

“O uso da internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática”, avaliou Heckert sobre o primeiro dos dez princípios para a governança e uso da internet no Brasil estabelecido pelo CGI.br, ao convocar uma participação social mais ativa e responsável da sociedade.

Segurança na Internet

Na ocasião, a SaferNet Brasil, parceira do Ministério Público Federal (MPF) na realização do projeto Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas, apresentou um panorama sobre oportunidades na internet e riscos.

A representante de Proteção à Criança do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fabiana Gorenstein, alertou para vulnerabilidades no ambiente online. “Pesquisa de 2013 sobre uso da internet por adolescentes aponta que 48% dos adolescentes do sexo masculino e 31% do feminino encontrariam pessoalmente alguém que só conhecem pela internet”, contou.

Ao apresentar os números, Fabiana fez um chamamento para o aplicativo Proteja Brasil que informa para os usuários os principais tipos de violação dos direitos da criança. “Com o aplicativo você passa a ter na sua mão os contatos rápidos dos conselhos tutelares, delegacias e de outras redes de organizações de proteção à criança”, informou ao público presente.

Fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.