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NIC.br adota “Communities BGP” no IX.br

Ferramenta garante independência e agilidade aos sistemas autônomos para fazer configurações e ajustes de roteamento

publicado: 13/02/2017 15h35 última modificação: 13/02/2017 15h35

Centenas de sistemas autônomos conectados ao IX.br (Brasil Internet Exchange) de São Paulo podem utilizar, a partir desta segunda-feira (13) a “Communities BGP” (Border Gateway Protocol) para configurar e ajustar a troca de tráfego com outros participantes. Essa ferramenta de engenharia de redes foi implementada exclusivamente nos servidores de rotas do IX.br em São Paulo a partir de amplo diálogo com a comunidade. Os detalhes de como os sistemas autônomos (AS) podem adotar as communities são descritos em documento e vídeos disponíveis no endereço: http://ix.br/documentacao.

"O NIC.br trabalha continuamente para atender as solicitações dos sistemas autônomos e fazer com que a estrutura do IX.br seja a mais neutra possível. Essa funcionalidade garante que as políticas BGP de cada AS funcionem no IX.br de forma transparente. É uma ferramenta que opera no servidor de rotas, atendendo o princípio de neutralidade do ponto de troca de tráfego Internet e facilitando as decisões de roteamento de cada sistema autônomo", ressalta Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

As communities são uma tecnologia bastante conhecida e amplamente usada na Internet. Na prática elas permitem que os participantes do IX.br tenham independência e agilidade para fazer configurações e ajustes de roteamento e filtros quando necessário, em vez de solicitar que os mesmos sejam configurados manualmente pela equipe do IX.br. A qualidade dos filtros oferecidos também foi aprimorada, está mais específica e granular.

“Podemos pensar numa situação muito comum, de um participante que compra trânsito Internet de determinado provedor, também conectado ao IX.br. Esse participante tem dois caminhos para chegar a uma terceira rede: pelo circuito de trânsito contratado, ou pelo IX.br. Nesse cenário algumas questões precisam ser levadas em conta, como assimetria de tráfego e cobrança. Esse é o tipo de situação que requer na prática a aplicação de filtros e que passa a ser resolvida de forma autônoma pelos participantes, por meio das communities”, explica Antonio M. Moreiras, gerente de Projetos e Desenvolvimento do NIC.br.

A ferramenta foi adotada pelo NIC.br a partir de amplo debate com a comunidade técnica em listas de discussões (como do Grupo de Trabalho de Engenharia e Operação de Redes – GTER), em diálogo com associações de provedores e encontros, a exemplo da VI Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil, que promoveu tutoriais sobre o tema. O NIC.br recebeu sugestões que foram incorporadas à proposta do documento. “Chegou-se ao consenso de quais funcionalidades das communities são as mais adequadas e deveriam ser implantadas”, reforça Milton Kashiwakura. A implantação teve início em São Paulo e também será realizada nas demais 25 localidades do IX.br.

Benefícios do IX.br (PTT.br)

O IX.br, uma iniciativa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), promove e cria a infraestrutura necessária para a interligação direta entre as redes que compõem a Internet no Brasil. Com pico de tráfego total de 2,3 Tbit/s, está presente em 26 localidades. Entre as vantagens dos Internet Exchanges estão a redução na latência (tempo necessário para acessar um conteúdo da Internet), a organização da infraestrutura de rede da Internet e racionalização dos custos, uma vez que o tráfego é resolvido direta e localmente e não por meio de redes de terceiros.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, de direito privado e sem fins de lucro, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (http://www.cetic.br/), implementar e operar os Pontos de Troca de Tráfego PTT.br — (IX.br http://ix.br/), viabilizar a participação da comunidade brasileira no desenvolvimento global da Web e subsidiar a formulação de políticas públicas — Ceweb.br (http://www.ceweb.br), e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.

Fonte: NIC.br (http://www.nic.br/)