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Ministério do Planejamento apresenta Avaliador de sites na 9ª Oficina para Inclusão Digital

publicado: 29/06/2010 16h50 última modificação: 21/07/2016 17h30

No segundo dia da 9ª Oficina de Inclusão Digital, ocorrida em 23 de junho, o Departamento de Governo Eletrônico (DGE) da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento participou dos quatro laboratórios sobre o tema Acessibilidade.


Foto da 9ª Oficina de Inclusão Digital em 2010Na abertura da oficina de Acessibilidade, pela manhã, a coordenadora geral de Informação e Comunicação da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Presidência da República, Flávia Vital, relatou sobre sua experiência como deficiente há 51 anos, após ter paralisia infantil.

Dentre os principais questionamentos de Flávia, está a discriminação sofrida pelos deficientes e a dificuldade de locomoção para as pessoas que utilizam cadeira de rodas, como ela. E exemplificou: um deficiente tem que chegar no mesmo horário de trabalho de uma pessoa sem deficiência, mas ninguém se preocupa com a dificuldade de acesso que um cadeirante enfrenta pra conseguir entrar em prédios, escolas e outras edificações.

Pra ela, apesar da grande mobilização realizada no atual governo por intermédio de leis e campanhas, é preciso ainda mais conscientização da sociedade para que as diferenças e o preconceito diminuam.

Em seguida, foi a vez da equipe do Departamento de Governo Eletrônico apresentar um breve histórico sobre as ações de acessibilidade eletrônica já desenvolvidas pelo setor, como a Cartilha e-MAG (Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico); os cursos e-MAG, que são oferecidos via educação a distância (EAD); e a ferramenta ASES – Avaliador e Simulador para AcessibilidadE de Sítios.Foto da 9ª Oficina de Inclusão Digital em 2010


Thiago Silva, servidor do DGE, realizou uma oficina sobre a utilização e funcionalidades do software ASES para a verificação da acessibilidade nos mais diversos sítios e portais, além da possibilidade de simular alguns tipos de doenças que muitas vezes impedem o acesso aos conteúdos eletrônicos, como cegueira e baixa visão.

O ASES é uma ferramenta que viabiliza a adoção da acessibilidade digital, pois permite avaliar, simular e corrigir a acessibilidade de páginas, sítios e portais, servindo, principalmente, para os desenvolvedores e publicadores de conteúdo.

“É preciso tomar cuidado com a construção das cores e blocos de conteúdo, por isso, o software é voltado pro desenvolvedor, pra que ele possa criar um site no qual o maior número de pessoas possível consiga acessar efetivamente a informação que se disponibiliza, ou seja, para que a acessibilidade seja realmente atendida”, explicou.

Conheça o ASES por completo.

No final da apresentação, Thiago informou sobre algumas das novidades que o DGE deve apresentar em breve, como a publicação da versão 3.0 do e-MAG e a revisão e disseminação dos cursos virtuais do Modelo de Acessibilidade Eletrônica; a nova versão do ASES; customização e disponibilização de sistema gerenciador de conteúdo acessível; além da ferramenta de avaliação qualitativa de acessibilidade nos sítios e portais governamentais.

No período da tarde, a equipe de tecnologia da Fundação Banco do Brasil (FBB) apresentou o programa de Inclusão Digital da instituição. O assessor técnico da FBB Paulo Nishi abordou as experiências das Estações Digitais, espaços – fisicamente acessíveis - onde a comunidade dispõe de computadores e pessoal para interagir com informação e tecnologia. E apresentou ainda, o Caderno da Estação Digital, um documento com diversas orientações que contribuem para o fortalecimento e aprimoramento da acessibilidade física e virtual.

Confira o Caderno da Estação Digital no endereçohttp://www.fbb.org.br/upload/biblioteca/documentos/1277214066046.pdf . - link indisponivel.

De acordo com Nishi, a ideia é dar condições para que as próprias comunidades sejam protagonistas de sua transformação social, através da mobilização social gerada pelas estações digitais.           

Para encerrar o laboratório sobre Acessibilidade na 9 ª Oficina de Inclusão Digital, Rodrigo Cainelli, representante do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Bento  Gonçalves, apresentou um pouco do trabalho desenvolvido pelo centro de estudos em prol dos deficientes.


Foto da 9ª Oficina de Inclusão Digital em 2010Os participantes da oficina de Acessibilidade tiveram a oportunidade de conhecer alguns dos protótipos construídos pelo Instituto, como o “roller mouse” - um tipo de dispositivo com as mesmas funcionalidades de um mouse comum, mas que permite a mobilidade de deficientes motores, que necessitam de mais espaço para movimentar as mãos.

Ele trouxe ainda, a mais nova invenção da equipe do IFRS de Bento Gonçalves, a bengala para cegos que detecta poças de água – já que uma das maiores reclamações de deficientes visuais é justamente o fato da bengala indicar obstáculos, mas não a presença de água. Rodrigo explicou que quando o deficiente físico tocar com a bengala na água, a ponta segurada pelo deficiente irá vibrar, indicando que o caminho deverá ser desviado, já que tem água pela frente.

O IFRS – Bento Gonçalves é gestor do projeto de acessibilidade virtual da Rede Nacional de Pesquisa e Inovação (RENAPI), do Ministério da Educação. O objetivo é prover a acessibilidade virtual em sites, portais, objetos de aprendizagem, ambientes de educação a distância e sistemas web. O instituto também desenvolve diversos produtos que possibilitam ou melhoram o acesso de deficientes aos computadores.

Para conhecer mais dessa iniciativa, acesse: http://www.bento.ifrs.edu.br/ept . - link indisponivel.

Para mais informações sobre tudo que aconteceu no evento, acesse o site: http://oficina.inclusaodigital.gov.br/ - e o blog: http://oficina.inclusaodigital.gov.br/blog/ . - links indisponiveis.