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CGI.br e NIC.br se despedem do IGF incentivando a participação dos jovens na governança da Internet

Durante uma semana, representantes de mais de 100 países estiveram dedicados ao debate sobre a evolução da Internet

publicado: 13/11/2015 03h00 última modificação: 20/04/2016 11h06

Com mais de 2.400 participantes registrados, de mais de 116 países, o Fórum de Governança da Internet (IGF na sigla em inglês) encerrou sua 10ª edição, nesta sexta-feira (13) na cidade de João de Pessoa, na Paraíba. Ao longo da semana, representantes de Governos, empresas, academia e sociedade civil estiveram reunidos em mais de 100 discussões pautadas pelo tema Evolução da Governança da Internet: Empoderando o Desenvolvimento Sustentável.

A sessão que abriu os trabalhos deste dia de encerramento do IGF contou com Antonio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Henrique Faulharber, conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), e buscou discutir garantias para a sustentabilidade dos pontos de troca de tráfego, ou Internet Exchanges (IXPs), no mundo em desenvolvimento.

Já há muito tempo que gerenciamento de banda é uma preocupação para a comunidade da Internet em todo o mundo. A rápida introdução de novas aplicações e serviços digitais, bem como o crescimento do uso de dispositivos conectados à Internet criou novos desafios para a gestão da rede.

Neste sentido, é necessária uma estratégia vital para melhorar a qualidade e o funcionamento da Internet. Uma das principais vantagens é a racionalização dos custos, uma vez que os saldos de tráfego são resolvidos localmente e diretamente entre os participantes. Outra vantagem é a gestão aprimorada do tráfego já que os fluxos de dados permanecem o mais próximo possível ao seu destino, resultando em melhor desempenho e qualidade para os usuários finais.

Moreiras trabalha na equipe responsável pelo IX.br. A pesquisa TIC Provedores 2014, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostrou que a iniciativa proporciona até 30% de economia nas compras de tráfego pelos provedores do País.

Mesmo com esta e outras sólidas evidências e os benefícios dos projetos IXPs, dificuldades em envolver a comunidade de Sistemas Autônomos compromete a sustentabilidade das iniciativas e, dessa forma, discussões sobre os desafios para criar projetos sustentáveis para troca de tráfego são fundamentais.

Governança da Internet na América Latina e Caribe

Ainda pela manhã, especialistas que atuam em Governança da Internet em toda a América Latina e Caribe reuniram-se para um debate acerca das experiências na região. Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e conselheiro do CGI.br, começou sua apresentação comentando que cooperação - palavra que orientou toda a conversa durante essa sessão - é fundamental e “tornou viável a Internet como a temos hoje”.

Durante as apresentações, falou-se também sobre a dificuldade em se compreender o termo “cooperação aprimorada”, muito usado nas discussões sobre Governança. Para Demi, mais importante do que entender o termo como um todo é “compreender o substantivo”. “Vamos nos concentrar em cooperação. Devemos mirar nesse conceito para avançar ainda mais”, sugere. Nesse sentido, Demi celebra o que vem sendo feito entre os países da região. “Vejo com muito otimismo e todos torcemos para que continue sempre assim”.

Direitos Humanos

Na plenária "Direitos Humanos: acesso e governança da Internet", o conselheiro do CGI.br, Thiago Tavares, destacou as possibilidades que a rede oferece. "A liberdade para expressar ideias, se conectar com outras pessoas e exercitar a criatividade e inovação é algo sem precedentes", pontuou.

Ele lembrou que mais de 3 bilhões de pessoas estão conectadas ao redor do mundo, o que impacta na habilidade de acessar notícias e informações, discursos políticos, outras religiões, culturas, modelos de negócios e bibliotecas de conhecimento. "O acesso à Internet, no entanto, deve acontecer de forma que suporte e garanta os direitos humanos", enfatizou. A importância do IGF para facilitar o diálogo sobre direitos humanos e governança da Internet também foi lembrada por Thiago. "A cada Fórum, esse debate ganha mais força e importância", observou.

NETmundial

A última sessão no auditório principal desta edição do IGF teve como foco o NETmundial, fórum realizado pelo CGI.br em 2014. Presente também a esse debate, Demi Getschko iniciou sua fala lembrando que o evento resultou em documentos - como a proposta de princípios para a Governança da Internet - que estão disponíveis para consulta. “Temos [nos documentos] uma posição muito forte em direitos humanos e valores compartilhados, além do propósito de proteger a cadeia de valor da Internet”.

Demi observa ainda que os princípios firmados no NETmundial buscam estimular a cultura e a diversidade linguística. “Queremos manter a Internet como um espaço não fragmentado e com comunicações livres, independentemente do conteúdo”, exemplifica.

O conselheiro enfatizou a necessidade de se garantir que as estruturas para a Governança da Internet sejam multissetorial e transparentes. Sobre os desafios, Demi lembrou que o documento final não contou - em sua íntegra - com consenso de todos os participantes. “Tivemos algumas discordâncias em partes do conteúdo, mas como um processo multissetorial, isso realmente poderia acontecer”.

Benedicto Fonseca, embaixador do Ministério das Relações Exteriores, lembrou do processo para a realização do NETmundial e parabenizou o CGI.br, ao qual descreveu como um “espaço para discussão e articulação, onde são tomadas importantes decisões para a Internet”.

Fonseca observa que, dentre as muitas lições que ficam pós-NETmundial, destaca-se o ambiente democrático e transparente de respeito e troca de conhecimento testemunhado durante sua realização. Para o embaixador, a realização do NETmundial demonstra a importância que o País atribui ao IGF, segundo ele, um fórum “único e insubstituível”.

Sobre o IGF, o embaixador disse estar muito satisfeito pelo fortalecimento do Fórum e que o País celebra ter sido novamente sua sede. Ele disse esperar ainda que saiam daqui propostas para politicas públicas e iniciativas voltadas a conectar o próximo bilhão. Por fim, o embaixador disse esperar que tanto o NETmundial como este IGF estimulem decisões.

Encerramento

"O IGF 2015 foi o melhor IGF de todos", declarou Vint Cerf, vice-presidente de evangelização do Google, durante o encerramento do Fórum em João Pessoa. A cerimônia teve a participação de Hartmut Glaser, Secretário Executivo do CGI.br, José Antonio Marcondes de Carvalho, embaixador do Ministério das Relações Exteriores, Ivan Koulov, das Nações Unidas, Ricardo Coutinho, governador da Paraíba, Chris Painter, do Governo dos Estados Unidos, Izumi Okutani, do Centro de Informação e Rede do Japão, Nadine Moawad, da Associação para Comunicação Progressiva e Programa de Direitos Sexuais, Jimson Olufuye, da Aliança de Informação & Tecnologias de Comunicação da Africa, e Kimberly Anastácio, jovem de 20 anos do programa Youth@IGF.

Promovido pelo CGI.br e a Internet Society (ISOC) com o objetivo de fortalecer a participação e o protagonismo dos jovens no debate sobre a governança da Internet, o Youth@IGF promoveu o encontro de pessoas de 18 a 25 anos da região da América Latina e Caribe em cursos online, trilhas de discussão e bolsas de participação para o IGF. "Queremos contribuir para que essa geração possa conversar sobre governança da Internet e romper barreiras. As lideranças não nascem prontas, estamos formando os líderes de amanhã", declarou Glaser, em vídeo sobre o Youth@IGF exibido no encerramento do evento. Ao final, Yolanda Martínez, do Governo do México, fez as últimas considerações sobre a receptividade do país para o próximo IGF, caso o mandato seja renovado durante reunião que acontecerá em dezembro.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br, estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br, estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br, produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br, fomentar e impulsionar a evolução da Web no Brasil — Ceweb.br e abrigar o escritório do W3C no Brasil.

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios).
Mais informações em www.cgi.br.

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Fonte: CGI.br.