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Cetic.br pesquisa o uso de celular por alunos para a realização de atividades escolares

TIC Educação 2016 mostra que apesar da incorporação básica de equipamentos TIC nas escolas em áreas urbanas, a velocidade de conexão ainda é um desafio.

publicado: 03/08/2017 11h40 última modificação: 03/08/2017 11h40

Pela primeira vez, a utilização de celulares por alunos em atividades escolares foi investigada pela pesquisa TIC Educação 2016, divulgada nesta quinta-feira, 3 de agosto, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O uso desse tipo de dispositivo em atividades escolares foi citado por 52% dos alunos de escolas com turmas de 5º ano, 9º ano, do Ensino Fundamental, e/ou 2º ano, do Ensino Médio, localizadas em áreas urbanas. Esse percentual atingiu 74% entre os estudantes do Ensino Médio.

Após vinte anos de implementação do ProInfo – programa criado pelo Governo Federal para promover o uso pedagógico de tecnologias de informação e comunicação (TIC) na rede pública de Ensino Fundamental e Médio –, ainda há desafios a serem vencidos quanto ao acesso a equipamentos TIC e à conexão à Internet. A presença de algum tipo de computador (de mesa, portátil ou tablet) encontra-se universalizada entre as escolas públicas localizadas em áreas urbanas, sendo que 95% delas possuem ao menos um desses computadores conectados à Internet. Entretanto, 45% das escolas públicas ainda não ultrapassaram 4Mbps de velocidade de conexão à Internet, enquanto 33% delas possuem velocidades de até 2Mbps.

Já os laboratórios de informática estão presentes em 81% das escolas públicas, sendo que em apenas 59% esse espaço encontrava-se em uso em 2016, segundo os diretores. Além disso, somente 31% dos professores de escolas públicas afirmaram utilizar computadores no laboratório para desenvolvimento de atividades com os alunos. “Apesar de sermos um dos primeiros países na América Latina a termos uma política de TIC na educação, a plena adoção de computadores e da Internet nas rotinas de ensino e aprendizagem ainda é limitada, seja por deficiências na infraestrutura de TIC, seja por limitações na capacitação do professor”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Uso de celulares e dispositivos móveis em atividades pedagógicas

Em 2016, a pesquisa passou a investigar com maior detalhe a difusão dos dispositivos móveis em atividades pedagógicas, realizadas tanto dentro quanto fora da escola.

A pesquisa aponta que 91% dos professores utilizaram a Internet pelo telefone celular para uso pessoal (no primeiro ano do levantamento, em 2011, esse número era de apenas 15%). Além disso, 49% dos professores usuários de Internet declararam utilizar o celular em atividades com os alunos, um crescimento de 10 pontos percentuais em relação ao ano anterior (39%).

Apesar do avanço no uso do celular enquanto ferramenta pedagógica, apenas 31% dos estudantes afirmaram utilizar a Internet pelo telefone celular na escola, sendo 30% entre os alunos de escolas públicas e 36% nas instituições privadas. As restrições ao acesso de estudantes à rede WiFi da escola estão entre os aspectos que explicam a baixa utilização do equipamento no ambiente escolar: enquanto 92% das escolas possuíam rede WiFi, 61% dos diretores afirmaram que o uso dessa conexão não é permitido aos alunos.

Segundo a pesquisa, 40% dos docentes de escolas públicas usuários de Internet afirmam utilizar o computador em sala de aula para atividades com os alunos, sendo que somente 26% dizem que se conectam a Internet quando realizam essas atividades. Em escolas particulares, esses percentuais são de 58% e 54%, respectivamente. “Apesar dos avanços registrados na conexão à Internet que chega às escolas, ainda existem muitos espaços educativos em que não há acesso ou esse acesso é limitado. É fundamental, portanto, a ampliação do uso da Internet nos espaços pedagógicos mais utilizados por professores e alunos, como as salas de aula, bibliotecas e salas de estudo”, ressalta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Percepção dos professores sobre o uso das TIC na prática pedagógica

A pesquisa TIC Educação 2016 também traz indicadores sobre a percepção de professores, coordenadores pedagógicos e diretores sobre o uso das tecnologias nas práticas pedagógicas. “Essas percepções contribuem para subsidiar ações ainda necessárias para o aprimoramento deste uso no processo de ensino e aprendizagem”, explica Barbosa.

Para 94% dos professores, o uso das TIC permitiu acesso a materiais didáticos mais diversificados ou de melhor qualidade. Além disso, grande parte dos docentes concordaram que a adoção de novos métodos de ensino (85%) e o cumprimento de tarefas administrativas com maior facilidade (82%) é um resultado do uso das TIC.

Segundo diretores (36%) e coordenadores pedagógicos (35%) de escolas particulares, o desenvolvimento de novas práticas de ensino baseadas no uso de computador e Internet é a ação prioritária para a integração das TIC na escola. Nas escolas públicas, o desenvolvimento de novas práticas pedagógicas também é relevante, mas aparecem com maior destaque as ações na área da infraestrutura. Para 32% dos diretores e 22% dos coordenadores pedagógicos o aumento do número de computadores por aluno deve ser a ação prioritária.

Em sua 7ª edição consecutiva, a pesquisa TIC Educação 2016 foi realizada entre os meses de agosto e dezembro de 2016 e contemplou 1.106 escolas públicas e privadas, com turmas do 5º ou 9º ano do Ensino Fundamental e/ou 2º ano do Ensino Médio localizadas em áreas urbanas. A pesquisa entrevistou 935 diretores, 922 coordenadores pedagógicos, 1.854 professores de Língua Portuguesa e Matemática ou multidisciplinares e 11.069 alunos de 5º e 9° ano do Ensino Fundamental e 2° ano do Ensino Médio. Realizado anualmente desde 2010, o levantamento tem como objetivo investigar o acesso, o uso e a apropriação das tecnologias de informação e comunicação nas escolas públicas e privadas brasileiras de Ensino Fundamental e Médio, localizadas em áreas urbanas.

Para rever as publicações anteriores da pesquisa TIC Educação, visite: http://www.cetic.br/pesquisa/educacao/publicacoes. Para rever a série histórica da TIC Educação, visite: http://cetic.br/pesquisa/educacao/indicadores. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: http://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_EDU.

Sobre o Cetic.br

O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, do NIC.br, é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no País. O Cetic.br é um Centro Regional de Estudos, sob os auspícios da UNESCO. Mais informações em http://www.cetic.br/.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (http://www.cetic.br/), fomentar e impulsionar a evolução da Web no Brasil — Ceweb.br (http://www.ceweb.br/) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/). 

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações emhttp://www.cgi.br/. 

Fonte: http://nic.br