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CETIC.br divulga pesquisa sobre a contribuição dos telecentros para inclusão digital

Serviços que vão além da disponibilidade de computador e Internet estão entre os destaques da TIC Centros Públicos de Acesso 2013

publicado: 12/11/2014 03h00 última modificação: 24/06/2016 08h59

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lança nesta quarta-feira (12) a pesquisa TIC Centros Públicos de Acesso 2013. Realizada em telecentros – espaços sem fins lucrativos de acesso público e gratuito com computadores conectados à Internet – de todas as regiões do Brasil, a pesquisa investiga a contribuição desses ambientes para a inclusão digital, com foco nos programas do governo federal GESAC, Telecentros.BR e Telecentros Comunitários.

A pesquisa teve o apoio institucional da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O lançamento da TIC Centros Públicos de Acesso 2013 acontece hoje, durante o Diálogo sobre Políticas Públicas e Indicadores TIC no Brasil, no auditório do Ministério das Comunicações, em Brasília. Além de apresentar os resultados do estudo, o encontro discute as políticas desenvolvidas pelo Governo Federal a partir dos dados apresentados nas pesquisas TIC do CGI.br (http://www.cetic.br/pesquisas/).

Para identificar o funcionamento e as principais características dos centros públicos de acesso, a TIC Centros Públicos de Acesso 2013 utilizou metodologias quantitativas e qualitativas. Realizada em três etapas, a pesquisa coletou dados entre novembro de 2012 e dezembro de 2013. Foram pesquisados 5.013 telecentros na primeira etapa, 608 gestores e 362 usuários de telecentros foram entrevistados na segunda fase e 22 usuários na última etapa, marcada por entrevistas qualitativas.

A pesquisa aponta que as contribuições dos telecentros vão além da oferta de computador e Internet. “Os telecentros têm funcionado como um espaço de capacitação e formação de habilidades. Quase metade de seus usuários declarou que já fez algum curso no telecentro, enquanto 86% já pediram ajuda ou orientação do monitor, comenta Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. A pesquisa, contudo, também encontrou telecentros que deixaram de funcionar e alguns outros com falta de qualidade da conexão à Internet.

Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, explica que “as políticas de telecentros foram planejadas com o intuito de favorecer o acesso e o uso das tecnologias de informação e comunicação para os brasileiros, em especial para aqueles que vivem em regiões mais remotas, em condições econômicas desfavoráveis ou de acessibilidade mais precária".  Segundo ela, “medir os avanços, a eficiência e eficácia das políticas públicas implantadas no país, por meio de pesquisas como as do CGI.br,  é uma atividade estratégica e de fundamental importância para o governo federal".

Infraestrutura e funcionamento dos telecentros
A pesquisa TIC Centros Públicos de Acesso 2013 mostra que a maior parte dos telecentros federais forneceu computador e acesso à Internet ao público nos três meses anteriores à pesquisa (78%). A pesquisa também revelou que uma parte dos telecentros não estava em funcionamento (22%). Mesmo entre aqueles em operação foram encontradas limitações para o uso pleno dos serviços.

A conexão à Internet é o item de infraestrutura com maior número de avaliações negativas pelos gestores desses espaços – 27% deles classificaram a conexão como ruim ou péssima. Algumas menções negativas em relação ao computador e ambiente (conexão lenta, computadores quebrados e software desatualizado) e em relação a funcionários (poucos monitores e falta de treinamento do atendente) foram encontradas.

Formação dos usuários no uso das TIC
A pesquisa apontou que os telecentros do Governo Federal oferecem uma série de serviços e atividades, como auxílio de monitores (94%), impressão (74%) e cursos de informática (72%). Entre os usuários, também é perceptível a utilização desses serviços e atividades: 45% fizeram algum curso no telecentro e 41% obtiveram as habilidades para utilizar o computador em cursos oferecidos nesses espaços.

Os principais motivos citados pelos usuários para frequentar o telecentro estão relacionados à indisponibilidade no domicílio de Internet (71%) e computador (59%). Outras razões mencionadas com frequência foram: a existência de monitores para apoio ao uso (57%), os cursos oferecidos (51%), a qualidade da conexão e do computador (53%) e variedade de serviços oferecidos (49%). "A ausência de computador e Internet nos domicílios de boa parte dos usuários, sendo que os telecentros são o principal local de acesso à Internet para 53% deles, pode explicar a percepção positiva apesar das limitações de infraestrutura desses centros apontadas pelos gestores", explica Alexandre Barbosa.

Divulgação e visibilidade dos telecentros
Ainda que 65% dos gestores de telecentros tenham afirmado que realizam algum tipo de divulgação das suas atividades, poucos usuários declararam terem conhecido o telecentro por essas formas de comunicação (4%). A forma de conhecimento mais citada por quem frequenta o espaço foi a divulgação “boca a boca” por meio de familiares, amigos e conhecidos (57%).

O resultado da etapa amostral da pesquisa apontou que o grau de satisfação dos usuários é alto: 41% estão muito satisfeitos e 54% estão satisfeitos com os serviços utilizados no telecentro. A percepção dos frequentadores sobre os impactos do serviço na localidade em que eles estão instalados também é positiva – 98% deles declararam que consideram o espaço importante para o bairro ou comunidade. Entre os gestores, 85% disseram que a existência do estabelecimento e dos serviços que disponibilizam faz diferença na vida dos frequentadores.

Para acessar a pesquisa TIC Centros Públicos de Acesso 2013 na íntegra, visite http://cetic.br/.

Sobre o CETIC.br
O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, do NIC.br, é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no País. O CETIC.br é um Centro Regional de Estudos, sob os auspícios da UNESCO. Mais informações em http://www.cetic.br/. 

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br
O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — CEPTRO.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — CETIC.br (http://www.cetic.br/) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.

Fonte: http://www.nic.br.