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Acompanhamento da Transição do IPv4 para o IPv6

O protocolo IPv4, base tecnológica sobre a qual a Internet se sustenta, vem sendo utilizado desde 1983. Por ser um protocolo de fácil utilização e adaptação vem sendo utilizado até os dias atuais, entretanto, seu projeto não previa alguns aspectos hoje considerados essenciais devido ao enorme crescimento da rede.

As especificações do IPv4 reservam 32 bits para endereçamento, possibilitando gerar mais de 4 bilhões de endereços distintos. Entretanto, é fácil notar que isso não é suficiente para uma rede global como a Internet, pois existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo e algumas possuem mais de um dispositivo conectado na Internet. Além disso, atualmente, com a popularização dos dispositivos móveis, considerar uma conexão por pessoa é pouco. Deve-se ter em vista também a chamada “Internet das Coisas”, tendência atual para interconectar diversos tipos de dispositivos e objetos à rede.

Uma autoridade específica é responsável pela distribuição destes endereços para os registros das várias regiões do mundo, a Internet Assigned Numbers Authoriry – IANA. Por conseguinte, o Registro de Endereçamento da Internet para a América Latina e o Caribe - LACNIC, distribui os blocos IP para estas regiões, incluindo, portanto, o Brasil.

Como era previsto, devido ao crescimento das redes, o bloco de IPs na versão 4 disponibilizados ao LACNIC para distribuição esgotou-se em 10 de junho de 2014.

Esta situação de esgotamento do IPv4 era conhecida desde o início da década de 1990. Em 1992 iniciou-se o projeto de um novo protocolo para a rede, que deveria resolver o problema da escassez de endereços, e ainda atender a uma série de outros quesitos, como segurança e desempenho. O novo protocolo, resultante deste projeto, foi chamado de IP versão 6, ou IPv6.

Neste contexto, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI elaborou o Plano de Disseminação do Uso IPv6 para estabelecer escopo de migração, metas e cronograma em um processo de migração para todos os órgãos do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – SISP do governo federal. Neste plano foram estabelecidas metas divididas em oito etapas promovendo a completa transição do IPv4 para o IPv6 até setembro de 2018.

Dessa forma, um dos projetos da SLTI é o acompanhamento deste processo de transição mediante análise e avaliação dos órgãos do SISP quanto ao atingimento das metas do Plano de Disseminação do Uso IPv6.

Obtenha a última versão do Plano de Disseminação do Uso IPv6.

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