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Como abrir os dados

(texto adaptado do Manual de Dados Abertos W3C)

Há três normas-chave que se recomenda seguir no processo de abertura de dados:

Simplicidade. Comece com um plano pequeno, simples e rápido. Não é obrigatório que todo conjunto de dados seja aberto imediatamente. Um bom início é abrir somente um conjunto dedados, ou mesmo uma parte de um grande conjunto de dados (mas é claro que, quanto mais conjuntos se puder abrir, melhor). Trabalhar o mais rápido possível é bom, pois isso significa que se pode criar o momento e aprender com a experiência. Mas se fala aqui de inovação, e isso depende de falhas e sucessos, e nem todo conjunto de dados será imediatamente útil, mas já ajuda a avançar no processo de abertura.

Envolva-se com as comunidades logo no início do processo, e mantenha contato com elas. Dialogue com os usuários atuais e potenciais dos dados assim que puder, sejam eles cidadãos, empresas,organizações não governamentais ou desenvolvedores. É importante ter em mente que muitos dados não atingirão diretamente os usuários finais, mas isso acontecerá através de intermediários, que se apoderam dos dados e os transformam e recombinam para, então, reapresentá-los ao público. Por exemplo: muitas pessoas não precisam de uma grande base de dados de vetores geográficos, mas estão interessadas nos mapas que podem ser criados a partir dali. É provável que os primeiros usuários a se envolver no processo, quando os dados estiverem abertos, sejam esses intermediários, que irão reutilizar e ressignificar o material.

Atenção aos medos comuns e mal-entendidos. Isso é especialmente importante quando se está trabalhando com ou dentro de grandes instituições de governo.

Ao abrir dados, surgirão muitos questionamentos (e medos), e por isso é essencial identificar os principais entraves e, então, resolvê-los o mais cedo possível. Há três passos principais na abertura dos dados, que aqui são apresentados em ordem aproximada, pois alguns deles podem acontecer simultaneamente.

  1. Escolha os conjuntos de dados que planeja abrir.
  2. Disponibilize os dados estruturados e em um formato aberto reutilizável. Deve-se também considerar métodos alternativos de disponibilização, como uma API (application programming interface, ou interface de programação de aplicativo – adiante, veremos o que é isso).
  3. Torne-os mais fáceis de encontrar. Publique os dados na rede ou organize um repositório/catálogo central para listar todos os conjuntos de dados.

Publique dados

Se a sua organização publica dados abertos na internet, envie as informações para catalogá-los no Portal de Dados Governamentais.

Se a sua organização deseja publicar dados abertos, nós estamos prontos para apoiá-los. Consulte o material de apoio abaixo e entre em contato.

Para orientar as ações e políticas de dados abertos, foi desenvolvida a Cartilha Técnica para Publicação de Dados Abertos no Brasil.

Além da cartilha, também disponibilizamos dois Guias para orientar o processo interno de disponibilização de dados abertos por qualquer organização:

  • Guia de Abertura de Dados
    Este Guia é voltado ao público gestor, responsáveis por organizar e orquestrar a implementação de um processo de publicação de dados abertos em uma organização. Ele toca em pontos como, papéis, áreas e processos.
  • Arquitetura Técnica Referencial de Abertura de Dados
    Este Guia é voltado ao público mais técnico. Para que dados publicados na Internet sejam considerados dados abertos, alguns critérios técnicos devem ser contemplados. Este guia fornece uma arquitetura modelo para que organizações disponibilizem dados de sistemas no formato de dados abertos. Ele deve ser utilizado como referência, não restringindo as tecnologias utilizadas.

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